AR TESÃO, Julho 2003


Integrei em 2000 a Cooperativa Teatro dos Castelos.
Em 1990 fui colocado como professor de Educação Visual na Escola Secundária de Montemor-o-Velho, ano em que conheço Júlio Sousa Gomes, presidente da referida Cooperativa.
Com Julio Sousa Gomes produzo os Encontros de Teatro TOC (criados por Júlio Gomes naquela escola em 92 e interrompidos entre 94 e 97) nos quais, entre 98 e 2001, se realizaram mais de 80 eventos e envolvido mais de 2500 alunos. Assunto que abordarei em posts futuros.
Foi a partir destes encontros e do núcleo de sinergias que gerou, que a Cooperativa iniciou uma série de eventos no seu espaço que culminariam com a realização do festival “Quarteirão Primavera” a partir de  2006.
O primeiro evento, denominado de “Evento Zero”, que se realizou no espaço da Cooperativa a 12 Dezembro de 2002 – marca oficiosamente a inauguração do espaço Quarteirão das Artes como a sede da Cooperativa Teatro dos Castelos, ocupando todo o espaço com exposições, poesia e música. Organizado com a colaboração de amigos, neste evento participaram António Bouça, António Azenha, Aya Koretzky, Carlos Lourenço, Diana Regal, Inês Manta, José Vieira, Liliana Jesus, Pedro Penilo, Rui Rodrigues, Samuel Rama e os Grupos Teatro do Lyceu e Teatro da Esc. Sec. Montemor-o-Velho. Com a realização deste primeiro evento, logo se percebeu que era possível evoluir para um tipo de evento mais alargado e com uma participação mais diversificada.


Evento Zero: instalação de Samuel Rama

“Evento Um Ar-tesão” realizar-se-ia em 26 de Julho de 2003. Integrou a participação de António Azenha, Carlos Osório, Inês Manta, José Vieira, Jorge Couceiro, Rui Rodrigues e Samuel Rama distribuídas por vários espaços do Quarteirão, e leitura encenada de poemas por José Castela, Carlos Osório, João Narciso, Luis Martins e Jorge Mota. A produção esteve a cargo de Júlio Gomes, José Luís Gomes, Palmira Parente, com apoio de Bruno Crispim e João Paulo Roxo na luminotécnica.
Este primeiro núcleo de eventos (“Evento Zero” – 12 Dezembro 2002, “Evento Um – Ar-tesão”, 26 Julho 2003 e “Evento Dois” – 28 Dezembro 2003), centrados na realização em um só dia de um projecto envolvendo exposições, poesia / teatro e música consolida a vertente multidisciplinar do projecto, numa clara aposta de confronto e divulgação de diferentes áreas artísticas, apontando um conjunto mais alargado de eventos, não só no tempo, como na sua diversificação multi disciplinar.

Evento Um


Se a realização de concertos, recitais e performances se enquadravam bem na noção de evento “único” (conceito que desenvolvi para os eventos que realizei no meu atelier na Rua Carolina Michaellis em 2002 e 2003), a produção de exposições centradas num único dia, revelaram-se dispendiosas e pouco operacionais. Neste sentido, a partir de 2004 começaram a ser produzidas exposições mais alargadas no tempo, com 2 a 3 meses de duração. Após os eventos, seguiram-se as exposições “Colectiva de Artistas da Cooperativa” ( 22 Fev. a 28 Março 2004), “Cenografias” (10 Julho a 15 Agosto 2004), “Espaços de Reserva” (3 Out. – 15 Novembro 2004), “Reflexiones” (31 Julho a 9 Outubro 2005). A realização destas exposições colocou à organização o problema da visitas de público. Neste sentido foi necessário associar à realização das exposições a realização de eventos que dinamizassem as exposições e levassem o público a Montemor visitar as exposições ali apresentadas. Surgia o festival “Quarteirão Primavera” que se realizou nos meses de Primavera (Maio / Junho) em Montemor-o-Velho a partir de 96. É claro que este festival acabou por evoluir e ganhar uma estrutura prória, que ultrapassou a simples mera animação de exposições do “Quarteirão das Artes”.

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