ANARSCRIPTA, 1984


O projecto “Anarscripta” surgiu no início de 84 numa consequência do trabalho que vinha a desenvolver desde 82 e que assume neste projecto a sua fase mais evoluída (a “Fase de desenho a Preto e Branco” <http://www.josevieira.net/metapintura/desenho.html>).
Em colaboração com um grupo de amigos, publicamos em fotocópia um conjunto de textos em torno de uma espécie de “Colectividade Absurda”, com edição de dois números e um nº zero de lançamento. A criação deste projecto corresponde definitivamente como a minha estreia no meio artístico guardense, num período que antecedeu a minha ida para Coimbra em 87.
O projecto “Anarscripta” teve o seu lançamento  em Abril 84, através da publicação de dois textos da minha autoria, embrulhados em papel de jornal (o nº zero – “Jornal-Eco”). Seguir-se-lhe-ia o nº 1 – “Colectividade Absurda”, em Junho 84, em duas edições, com textos da minha autoria, Carlos Adaixo, Maria Carreto, Luís Castro e Ana Paula Barreto. O projecto terminaria em Julho com a edição de um nº 2 – “Histórias de uma Retrete Bicentina” em Julho 84. Grande parte do grupo ausentar-se-ia da Guarda no ano seguinte pelo que o projecto não teve seguimento.
Visto à distancia de 30 anos, mais do que uma tentativa de afirmação artística de um colectivo, o “Anarscripta” foi para mim o apogeu de uma fase na qual a influência do desenho de cariz surrealista era evidente, na sua contestação social e inconformismo.


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